Um paradoxo que tem lógica
Autossabotagem é agir contra os próprios objetivos: adiar o projeto importante, desistir perto da linha de chegada, criar conflitos quando a relação vai bem, gastar o dinheiro reservado. Parece sem sentido, mas costuma ter uma função: proteger de algo que assusta.
Muitas vezes, o medo não é de fracassar, mas de conseguir e não dar conta, de ser visto, de mudar a imagem que se tem de si.
Formas comuns
Procrastinação crônica. Perfeccionismo que impede de entregar. Autocrítica que desanima. Escolher sempre relações ou situações que repetem a dor. Desvalorizar conquistas. Criar desculpas antes mesmo de tentar (“não vai dar certo mesmo”).
Interrompendo o padrão
Identifique o momento: em que ponto do caminho você costuma parar ou desviar?
Pergunte pela função: “do que esse comportamento está me protegendo?”.
Questione a crença: “eu não mereço”, “não sou capaz”, “se der certo, vão esperar mais de mim”.
Prepare-se para o momento crítico: “se eu sentir vontade de desistir, eu vou…”.
Celebre o progresso, não só a perfeição.